By Soraya Santos

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sábado, 31 de julho de 2010


Amizade Verdadeira


"Houve tempos em que eu precisei chorar e você me consolou.
Houve tempos em que eu sorri, e você sorriu comigo.
Houve tempos em que briguei, questionei, e você me apoiou.
Houve tempos em que eu sonhei, lutei, acreditei e vivi intensamente muitas emoções.
E você, com sua amizade verdadeira, esteve ao meu lado enfrentando todos os obstáculos acreditando em mim e em meus ideais.
Houve tempos em que eu me senti sozinho, mas como um presente maravilhoso de Deus, você surgiu em minha vida, com seu jeito especial e sua amizade verdadeira.
E hoje não mais estou só, por que tenho você."
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sexta-feira, 30 de julho de 2010


Como a Internet Mudou Minha Vida (Joelmir Beting )

"Estive fazendo um levantamento de todas as baboseiras que me enviaram pela Internet e observei como elas mudaram a minha existência. Primeiro, deixei de ir a bares, com medo de me envolver com alguma mulher ligada a alguma quadrilha de ladrões de órgãos que me roubasse as córneas, me arrancasse os dois rins e me deixasse estirado dentro de uma banheira cheia de gelo.
Deixei também de ir ao cinema, com medo de me sentar em uma poltrona com seringa infectada com o vírus da Aids. Depois parei de atender o telefone para evitar que me pedissem para digitar *9, tivesse minha linha clonada e fosse obrigado a pagar uma conta telefônica astronômica.
Dei o meu celular porque iriam me presentear com um modelo mais novo da Ericsson, que nunca chegou. Então tive de comprar outro, mas o abandonei, com medo que as microondas me dessem câncer no cérebro. Deixei de comer vários alimentos com medo dos estrógenos.
Parei de comer galinha e hambúrgueres porque eles não são mais que carne de monstros horríveis, sem olhos, cabeludos e cultivados em um laboratório.
Abandonei o hábito de tomar qualquer coisa em lata para não morrer contaminado pela urina do rato.
Deixei de ir aos shoppings com medo que seqüestrassem a minha mulher e a obrigassem a gastar todos os limites do cartão de crédito ou colocassem alguém morto no porta-malas do automóvel dela.
Eu também doei todas as minhas poupanças à conta de Brian, um menino doente que estava a ponto de morrer umas 700 vezes no hospital.
Participei arduamente de uma campanha contra a tortura de alguns ursos asiáticos que tinham a bílis extraída e de uma outra contra o desmatamento da Floresta Amazônica.
Fiquei praticamente arruinado financeiramente ao comprar todos os antivírus existentes para evitar que a maldita rã da Budweiser invadisse o meu micro ou que os Teletubies se apoderassem do meu protetor de tela. Deixei de fazer, tomar e comer tantas coisas, que quase morro desnutrido.
Cansei de esperar junto à minha caixa de correio os US$ 150 mil que a Microsoft e a AOL me mandariam pela participação de rastreio de e-mails enviados.
Quis fazer o meu testamento e entregá-lo ao meu advogado para doar os meus bens para a instituição beneficente que recebe um centavo de dólar por cada pessoa que anota seu nome na corrente pela luta da independência das mulheres no Paquistão, mas não pude entregar porque tive medo de passar a língua sobre a cola na borda do envelope e me contaminar com as baratas incubadas nela. Também não ganhei um milhão de dólares, nem um porsche e nem fiz sexo com a Nicole Kidmann, que foram as três coisas que pedi como desejo quando recebi e encaminhei o Tantra Mágico enviado pelo Dalai Lama lá da Índia.
E como se não bastasse terminei acreditando que tudo de ruim e de injusto que me aconteceu é porque quebrei todas as correntes ridículas que me enviaram e acabei sendo amaldiçoado.
Resultado: estou em tratamento psiquiátrico. "
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Compensação

Hoje que queria abrir um álbum de fotografias, onde não houvesse gente de olhos duros e mãos aduncas. Onde umas boas senhoras pousassem no papel com delicadeza, não para sobreviverem eternamente, mas para mandarem seu retrato às amigas com finas letras de “sincera afeição”. Um álbum onde aparecessem uns bons velhotes que não faziam negociatas, que não sabiam multiplicar dinheiro, que usavam roupas desajeitadas, sofriam de reumatismo, liam Virgílio e Horácio, e não tinham medo de fantasmas do porão. De lá de dentro de seus retratos essas senhoras estariam dizendo: “Meus filhos, nada disso vale a pena...” (E saberíamos que falavam de parentes sôfregos, ávidos de partilhas, uns querendo herdar as terras do morro – outros, a mata; outros, a várzea – todos vivendo já do testamento, antes mesmo da extrema-unção...) Hoje eu queria ficar folheando este álbum, onde não desejaria encontrar aqueles herdeiros.

Hoje eu queria ler uns livros que não falam de gente, mas só de bichos, de plantas, de pedras: um livro que me levasse por essas solidões da Natureza, sem vozes humanas, sem discursos, boatos, mentiras, calúnias, falsidades, elogios, celebrações... hoje eu queria apenas ver uma flor abrir-se, desmanchar-se, viver sua existência autêntica, integral, do nascimento à morte, muito breve, sem borboleta nem abelha de permeio. Uma existência total, no seu mistério. (E antes da flor? – Não sei.).

Esta ignorância humana. Este silêncio do universo. A sabedoria. Hoje eu queria estar entre as nuvens, na velocidade das nuvens, na sua fragilidade, na sua docilidade de ser e deixar de ser. Livremente. Sem interesse próprio. Confiante. À mercê da vida. Sem nenhum sonho de durarem um pouco mais, de ficarem no céu até o ano 2000, de terem emprego público, férias, abono de Natal, montepio, prêmio de loteria, discurso à beira do túmulo, nome em placa de rua, busto no jardim... (Ó nuvens prodigiosas, criaturas efêmeras que estais tão alto e não pretendeis nada, e sois capazes de obscurecer o sol e de fazer frutificar a terra, e não tendes vaidade nenhuma nem apego a esses ocasos!) Hoje eu quereria andar lá em cima nas nuvens, com as nuvens, pelas nuvens, para as nuvens...

Hoje eu quereria estar no deserto amarelo, sem beduíno, camelo ou rebanho de cabras: no puro deserto amarelo onde só reina o vento grandioso que leva tudo, que não precisa nem de água, nem de areia, nem de flor, nem de pedra, nem de gente. O vento solitário que vai para longe de mãos vazias.

Hoje eu queria ser esse vento.

(Cecília Meireles, Escolha o seu sonho)

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Um outro coração

Mãe seria melhor se eu tivesse
Um coração de gelo ou de metal?!?
Ou talvez de pedra ou de madeira,
desde que portasse como tal!...
Um coração que à sua maneira
não mais permitisse que eu sofresse

Com a punhalada que me dá a ingratidão!
Um coração que me tirasse dos ouvidos
o pranto dos enfermos em hospital!
Um coração que me tirasse dos sentidos
o pranto das crianças sem os pais!
E que jamais sentisse a Solidão!

E que não sentisse o medo nem a dor!
Um coração que se tornasse indiferente
mata a fome que ceifa tantas vidas!
E que me tornasse auto-suficiente,
com artérias ou veias doloridas!
E que jamais sentisse a falta de amor!

Ah! ainda assim eu seria infeliz!
Somente um coração de fibras musculares
(desses que guardam a virtude e o pecado)
Pode sentir a paz que ainda há nos lares
As esperanças que há no campo semeado!
eu poderei um dia ainda ser feliz...

Quando fizer mais por alguém que ainda chora,
e agradar a Deus o coração que tenho agora!

José Edmar Cisne
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quarta-feira, 28 de julho de 2010


Liberdade





A escritora carioca Cecília Meireles. Nascida na cidade do Rio de Janeiro em 07/11/1901, apareceu no meio literário em 1919 com o livro de poemas Espectros. Morreu em09/11/1964.


O conto narrado chama-se “Liberdade” do livro de contos “Escolha o seu sonho”
“Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se tem até morrido com alegria e felicidade.
Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam “Liberdade, Igualdade e Fraternidade!”. Nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil!”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade! – abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos – brilhou no céu da Pátria…” – em certo instante.
Somos, pois criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.
Ser livre – como diria o famoso conselheiro… – é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo que partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho… Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autônomo e de teleguiado – é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Supondo que seja isso.)
Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes.
Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sono das crianças deseja ir. (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso…).
Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!…) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!…
Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.
E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos!…
São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos que falam de asas, de raios fúlgidos – linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel…”
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Reflexão

O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!
Madre Tereza de Calcutá
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terça-feira, 27 de julho de 2010


Se eu deixasse o meu coração gritar


Não sou criança
Nem sou mulher
Acho que sou uma jovem sonhadora
Em busca de uma flor

Algumas pessoas não percebem
Mas se olharem bem no fundo dos meus olhos
Veram o que existe em meu coração
E conseguirão desvendar os meus mistérios

Sempre sonhei com um príncipe encantado (aliás, quem nunca sonhou?)
Montado em um cavalo
E que me levasse para seu castelo
Bem longe daqui

Mais ai acordo
E vejo que sonhos nem sempre são reais
Olho a minha volta
Não vejo nada

Procuro no universo
A alegria de uma flor
Encontro a felicidade
E conheço o seu amor

Caiu em tentação
Uma libélula me levanta
Vejo um paraíso
E vou ao teu encontro

Juntos formaremos
Um único ser
Uma única alma
Penso em nós dois

Se eu deixasse o meu coração gritar
Gritaria sentimentos que incomodam
Destroem
Mas que no fim

É cheio de amor
Compreensão
Respeito e
Fidelidade.


*Obs.: Escrevi este poema em uma aula de redação em 2005. Quando eu o fiz, estava inspirada na letra da música I'm Not A Girl, Not Yet A Woman do filme Crossroads - Amigas para Sempre da cantora americana que curto Britney Spears.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010


Há momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nosso sonhos e abraça-la.

Sonhe com aquilo que você quiser
Seja o que você quer ser

Porque você possui apenas uma vida
E nela só se tem uma chance
De fazer aquilo que se quer

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte
Tristeza para fazê-la humana
Esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
Não têm as melhores coisas
Elas sabem fazer o melhor
Das oportunidades que aparecem
Em seus caminhos.

A felicidade para aqueles que choram
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre
E para aqueles que reconhecem
A importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
É baseado num passado intensamente vivido
Você só terá sucesso na vida
Quando perdoar os erros e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade.

A vida não é de se brincar
Porque num belo dia se morre.

Clarice Linspector
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segunda-feira, 17 de maio de 2010


Filho de Peixe, Peixinho é


Ainda hoje, ouve-se muito essa frase com um menor índice de verdade do que antigamente. Muitas vezes ela é dita aos filhos que seguiram a mesma profissão de seus pais ou que são muito parecidos com eles pelo seu comportamento e aparência.
Não houvimos isso com muita freqüência porque, nos dias atuais, nós filhos não seguimos e é muito difícil querer ser algo que não tem nada haver com a nossa personalidade. Ser filho de peixe é como se fosse uma piada, uma pessoa que não consegue agir com seus próprios conceitos, nem consegue cometer erros.
O problema cresce e quando começamos a perceber que, o que as pessoas dizem é verdade e é ai que você resolve mudar. Os primeiros e maiores prejudicados com essa mudança repentina são, além de nós mesmos, nossos pais que começam a estranhar e não entender o seu comportamento.
Não é complicado ser um peixinho, complicado mesmo é você deixar de ser esse peixinho que sempre foi. Pense bem, será que vale a pena mudar só para agradar os outros? Não é por ai que se deve medir as coisas. Acredite e repita todos os dias, ser diferente faz a diferença, é melhor do que ser igual.
Se você acha que ser diferente, é como se as pessoas não notassem a sua presença, está completamente enganado. Seja você mesma, seja esse filho de peixe e não deixe que os outros te percebam por que você é igual. Os melhores professores já diziam que ser você mesma é com certeza a melhor terapia humana.
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Quem sou eu

Minha foto
Virginiana, curiosa, apaixonada por animais (em especial cães e gatos), inquieta, embora pareça ser uma pessoa calma minha mente ferve a cada segundo por informações. Quer saber mais? Leia o meu blog e descubra. Beijão